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Radar IA · edição diária · Personal Genius

A DeepSeek lança o V4.1-Flash-1017 com licença MIT, e publica a comparação com concorrente só como imagem.

domingo, 18 de outubro de 2026 · último ciclo editorial fechado antes de 18/10 04h15

A DeepSeek publicou em 17 de outubro o V4.1-Flash-1017, com os pesos nos repositórios de modelo Hugging Face e ModelScope sob licença MIT, e a página do anúncio manda toda a tabela de desempenho para duas imagens, sem um valor em texto. A primeira medição de fora com método publicado é de um engenheiro de agentes e avaliação da Nebius: nela o modelo fecha as 30 execuções em esforço alto a US$ 0,0450 por tarefa, contra US$ 0,1168 do Claude Opus 5.5 em esforço baixo. O GPT-6 Luna em esforço máximo fica abaixo dos dois, a US$ 0,0145, e o the-decoder, que leu o gráfico da fabricante, escreve que benchmark independente do modelo ainda não saiu.

Manchete

A DeepSeek publicou em 17 de outubro o V4.1-Flash-1017, com os pesos nos repositórios de modelo Hugging Face e ModelScope sob licença MIT, e a página do anúncio manda toda a tabela de desempenho para duas imagens, sem um valor em texto. Em texto, os números da fabricante estão no card do modelo: 42,3 no Terminal-Bench 4.0, o teste de tarefa feita por linha de comando, e 77,0 no DeepSWE v1.1, de tarefa de programação. A primeira medição de fora com método publicado é de um engenheiro de agentes e avaliação da Nebius, empresa de infraestrutura de inferência, que mantém 10 tarefas tiradas do próprio trabalho, com 3 execuções cada e teste escondido: o modelo fechou as 30 execuções em esforço alto a US$ 0,0450 por tarefa, contra US$ 0,1168 do Claude Opus 5.5 em esforço baixo, que também fechou as 30, e contra US$ 0,0145 do GPT-6 Luna em esforço máximo, abaixo dos dois. A conta fecha pelo preço do token: nessa configuração, pela mesma medição publicada no r/LocalLLaMA, o modelo da DeepSeek gastou cerca de 550 mil tokens por tarefa, e o Opus 5.5 em esforço baixo gasta cerca de 30 mil. O the-decoder, que leu o gráfico da fabricante, escreve que benchmark independente do modelo ainda não saiu.

Correção

Em 10 de setembro este radar publicou o DeepSeek V4.1-Flash com 552 bilhões de parâmetros no total (veja o radar de 10/09). O card desse modelo no Hugging Face põe os 552 bilhões como backbone e 763 bilhões no total, e a mesma contagem de 763 bilhões está no card da versão de 17 de outubro, de modo que o total não mudou entre as duas versões. Nenhum dos dois cards publica contagem de parâmetro ativo.

Item 1A DeepSeek lança o V4.1-Flash-1017 com licença MIT, e publica a comparação com concorrente só como imagem

Fatoa página de anúncio da DeepSeek, datada de 17 de outubro, diz que o modelo tem desempenho melhor, conclui tarefa mais rápido e devolve saída mais curta que o antecessor, aponta os pesos para o Hugging Face e o ModelScope, e manda a comparação de benchmark para dois arquivos de imagem. O card traz em texto 763 bilhões de parâmetros, licença MIT, 1 milhão de tokens de contexto, 42,3 no Terminal-Bench 4.0, 42,6 no HLE sem ferramenta, 77,0 no DeepSWE v1.1 e 68,2 no NL2Repo-Bench, todos medidos pela própria DeepSeek. O mesmo anúncio estreia duas APIs, uma de busca e uma de leitura de página, a US$ 0,75 por mil chamadas em cada, com a cobrança começando em 31 de outubro às 16:00 UTC.

A única medição de fora que declara conjunto de tarefas, repetição e teste escondido é a do engenheiro da Nebius, no r/LocalLLaMA: 10 tarefas das sessões de agente dele, 3 execuções cada, teste escondido e 34 configurações de harness, modelo, skill e ferramenta. Nela o modelo fecha as 30 execuções em esforço alto a US$ 0,0450 por tarefa e fica 1,7 vez mais rápido que a versão de setembro em esforço máximo. O mesmo teste mede o harness antes do modelo: em esforço baixo, a mesma versão passa 29 de 30 no harness da DeepSeek, que dá ao modelo ferramenta nativa de leitura e edição de arquivo, e 27 de 30 no harness Pi, que faz quase tudo por bash, com cerca de 75% mais token no primeiro. O desenvolvedor Simon Willison publicou o log de quatro execuções pelo OpenRouter com o mesmo prompt, de 2.352 tokens em 13,9 segundos sem raciocínio a 9.242 tokens em 73,4 segundos no esforço alto, sem rodar a versão anterior, de modo que o log não toca na promessa de saída mais curta. John Whitaker, que mantém o hwrebench, benchmark de engenharia reversa de hardware financiado pela BlueDot Impact, apontou o modelo novo para tarefas que a versão anterior não resolvia, e publicou a frase com que ele passou pela própria objeção de ética antes de instalar a ferramenta Ghidra: "Mas ética? É o aparelho do próprio usuário. Está certo."

Toda a comparação com concorrente sai do gráfico da fabricante, e as duas transcrições publicadas dele não coincidem: Thom Wolf, cofundador da Hugging Face, que distribui o modelo, lê o Terminal-Bench 4.0 saindo de 31,2 para 42,3 e atribui 74,0 no DeepSWE ao Claude Opus 5, e o the-decoder, lendo o mesmo gráfico, põe o valor perto de 74 no antecessor do próprio modelo. Do mesmo arquivo vem a faixa de US$ 2 a mais de US$ 10 por tarefa atribuída a Claude Opus 5, GPT-6 Astra, Gemini 3.8 Flash, Kimi K3 e GLM 5.3, sem configuração declarada. No r/LocalLLaMA o fio mais votado reagiu ao tamanho, com /u/LanangHussen escrevendo que "Flash agora é 700B, isso não é flash, isso é uma rajada", e o card da versão de setembro relata os mesmos 763 bilhões no total. No conjunto privado de dez tarefas o custo por tarefa fica acima do GPT-6 Luna em esforço máximo, e o autor da medição escreve que quase todo o input dele bate no cache, e esse acerto de cache sustenta a conta de poucos centavos.

Item 2A Anomaly Innovations avisa que chaves de API de três fornecedores vazaram do OpenCode Console

Fatoa Anomaly Innovations, que publica o agente de programação de código aberto OpenCode, avisou por email em 17 de outubro que um acesso não autorizado a um sistema legado já marcado para desligamento expôs chaves de API de OpenAI, Anthropic e Google guardadas por cerca de 1,4% dos usuários do OpenCode Console, o serviço hospedado do projeto, e pediu a revogação e a troca das chaves. O número de 1,4% vem das duas repercussões abertas do caso, o Startup Fortune e o Cybersecurity News, que batem entre si, porque o comunicado da empresa saiu em post no X. A empresa chamou o caso de "large scale distillation attack", diz que o incidente segue em aberto e que coordena com os três fornecedores, e não publicou o total de chaves expostas, se alguma foi usada, nem o mecanismo da invasão.

A conta de quem usava apareceu no mesmo dia no r/ClaudeAI: um assinante relata que a chave da Anthropic que ele havia guardado no console, e que nunca tinha usado em outro lugar, foi usada durante a noite em chamadas ao Opus e levou o saldo de US$ 158 a zero, com o gasto aparecendo antes de qualquer aviso. Pelo relato dele, o email da empresa põe o começo da exposição às 00h30 UTC de 17 de outubro, e a primeira resposta da Anthropic foi que crédito usado em geral não é reembolsável. O nome que a empresa deu ao caso virou disputa pública: Nathan Lambert, que pesquisa modelo de peso aberto e co-liderou o Olmo no Ai2, escreveu que "tem algo muito estranho acontecendo com a palavra destilação, se um ataque cibernético para roubar chave de API entra debaixo do mesmo termo", e Dax Raad, que constrói o OpenCode na Anomaly Innovations, escreveu no mesmo ciclo que as contas pessoais dele também estão sendo atacadas.

O canal onde o projeto registra falha de segurança continua sem registro deste caso: a página de avisos de segurança do repositório tem três publicados no ano inteiro, e o mais recente é de 24 de setembro. As cinco versões da linha 2.0.x lançadas de 13 a 16 de outubro saíram com o corpo da release escrito apenas como a palavra release e o número, e a linha 1.19.x de manutenção recebe changelog, de modo que não há como dizer o que essas cinco mudaram nem se alguma toca no sistema legado citado no aviso. A ausência pode ser classificação correta, porque o vazamento é do serviço hospedado e o aviso do repositório cobre o pacote de código aberto, e os 1,4% chegam sem o total de usuários do Console, então não há valor absoluto. Chave guardada em harness de terceiro é a mesma superfície que a Anthropic consertou em três caminhos de credencial na v2.1.299 do Claude Code, entre eles a chave de terceiro que ia para ela (veja o radar de 14/10).

Item 3A Meta tira dos termos comerciais a frase que ligava conta de negócio a treino de modelo

Fatopela TechCrunch de 17 de outubro, a Meta retirou dos termos comerciais a frase que dizia que ela podia usar qualquer conteúdo dos domínios, páginas e URLs de uma conta de negócio para fornecer, desenvolver, melhorar, pesquisar, treinar e manter os produtos dela. A reportagem atribui o alerta inicial ao Nieman Lab e a confirmação da retirada ao The Verge, e registra que a cláusula chamou atenção porque, na leitura de advogados, ela cobriria o site de qualquer publicador que mantenha página comercial na plataforma. A Meta responde que os termos consolidados valiam só para os produtos de anúncio e de negócio, e que nada mudou no modo como ela rastreia a web.

A única cronologia disponível vem da repercussão: a reportagem diz que a cláusula já saiu, sem dar o dia da retirada, e o trecho removido aparece citado por ela, não pelo texto dos termos. A reportagem traz a versão da empresa e a leitura jurídica que puxou o caso, e nada nela contradiz a Meta com documento. Não há número neste fato, o que o separa dos outros casos do mês em que o uso de conteúdo de terceiro para treino veio com contagem: a Wikimedia Foundation documentou agentes da OpenAI editando os wikis dela e varrendo milhões de páginas (veja o radar de 07/10), e o Reddit marcou 13 de novembro para o fim dos feeds RSS e março de 2027 para o da API pública, dando o abuso automatizado como motivo (veja o radar de 01/10). Nos dois casos havia registro de acesso do lado de quem foi varrido. Aqui mudou o texto de um contrato, e a empresa que o reescreveu diz que a prática continua a de antes.

FONTES · TechCrunch

Item 4O SWE-at-Scale, de Silin Chen e nove coautores, põe o mesmo agente em 97,00% e 37,02%

Fatoo SWE-at-Scale, submetido em 15 de outubro por dez pesquisadores (Silin Chen, Zihan Zhang, Xiaodong Gu e coautores), fabrica tarefa de programação invertendo conserto real de código: parte de 13.407 consertos já feitos em 688 repositórios, usa o padrão de cada um para injetar bug equivalente em código novo e deixa o teste executável ao lado. Rodando quatro agentes no mini-SWE-agent, harness mínimo, com temperatura 0 e no máximo 250 ações, os autores mediram o mesmo modelo nas tarefas fabricadas e no SWE-bench Verified, o conjunto de issues reais que a indústria usa como placar. O Qwen3.8-Flash resolve 97,00% do SWE-bench Verified e 37,02% da variante mais difícil das tarefas fabricadas, o GPT-5.4-mini cai de 69,60% para 16,81%, o GLM-5.3-Flash de 94,00% para 35,32% e o DeepSeek-V4-Flash de 91,80% para 33,19%.

A comparação é entre conjuntos diferentes, e não entre o mesmo problema nas duas formas: a Tabela 1 não publica quantas instâncias cada linha tem, e a plausibilidade das tarefas fabricadas foi medida pelos próprios autores em 61,2%, com 94,0% de usabilidade, o que deixa cerca de dois quintos julgados pouco plausíveis e põe parte da queda na conta da tarefa artificial. Os autores do gerador publicam a queda que ele provoca. No mesmo harness e na mesma temperatura, os quatro agentes ficam de 24,30% a 63,40% no DeepSWE, conjunto montado por especialista humano, abaixo dos 77,0% que o card da DeepSeek atribui ao modelo dela no DeepSWE v1.1: são harness e versão diferentes, então os dois valores não se comparam.

O instrumento de linha de comando do dia aparece em três versões vivas ao mesmo tempo, e a versão escolhida move mais que o sistema medido: o Terminal-RSI, de nove autores com a equipe Hy Frontier da Tencent entre eles, publica o mesmo modelo em 86,52% no Terminal-Bench 2.1 e 19,84% na 4.0, o card da DeepSeek reporta a 4.0, e o card do Muse Spark Open da Meta reporta 76,4 na 2.1, pela leitura do boletim Interconnects. A fragilidade do placar que a indústria cita já tinha medição em cima: a Epoch AI deu nota de defeituoso a 9 de 15 benchmarks auditados, e um deles é o SWE-bench Verified (veja o radar de 18/09).

Item 5O LEASH, de Qingni Wang e seis coautores, empata com o Opus 5 operando computador por 19,2% menos

Fatoo LEASH, submetido em 15 de outubro por sete pesquisadores (Qingni Wang, Changdae Oh, Yuzhe Yang e coautores), deixa um modelo de peso aberto operar o computador por padrão e chama o Claude Opus 5 só quando o estado interno do modelo aberto se parece com o das execuções em que ele falhou antes, sem nenhum treino extra e reaproveitando a ativação que a geração da ação já produziu. No OSWorld, benchmark em que o agente opera um computador de verdade, com o Qwen3.5-35B-A3B, o arranjo marca 73,66% de sucesso a US$ 0,4117 por tarefa, contra 72,90% a US$ 0,5094 do Opus 5 acionado em todo passo, e o modelo aberto sozinho marca 37,40%.

O corte de custo declarado é de 19,2%, e a taxa de escalonamento explica o número: o controle acaba indo para o modelo de fronteira em 64,1% das tarefas, então o modelo aberto resolve sozinho pouco mais de um terço delas. Nos quatro modelos de base testados, o arranjo fica de 6,55 a 11,94 pontos acima do escalonamento aleatório na mesma taxa, e opera de 69% a 81% do custo do Opus 5 sempre ligado recuperando de 75% a 102% da diferença entre o modelo aberto sozinho e ele. O paper não publica quantas tarefas do OSWorld entraram na conta, o dólar por tarefa depende da tabela de preço do Opus 5, que mudou várias vezes nos últimos dois meses, e as sete afiliações não aparecem na página.

A rota de mandar o trabalho ao modelo barato e chamar o caro quando precisa já vinha medida na ordem inversa: cinco pesquisadores da HKUST e de Cambridge puseram o modelo grande a revisar em uma passada o que o pequeno rascunhou e mediram a conta de API caindo a 59% a 81% da do modelo forte sozinho (veja o radar de 17/10). As duas contas não são comparáveis em tarefa nem em amostra, e a economia nas duas encolhe na mesma direção, pela quantidade de vezes que o modelo caro continua sendo chamado.

FONTES · Paper do LEASH

Item 6A Anthropic treina um auditor de alinhamento sobre o Haiku 4.5 e mede 72,7 contra 68,0 do Opus 4.6

Fatoa Anthropic publicou em 15 de outubro, por Paul Rosu e Rowan Wang, que treinou por reforço um auditor de alinhamento sobre o Haiku 4.5 e mediu nele 72,7 de qualidade de auditoria contra 68,0 do Opus 4.6, o modelo maior da própria casa, em avaliação fora do conjunto de treino. A nota de realismo da investigação foi de 4,6 para 14,0, com o Opus 4.6 em 13,1, a calibração de falso positivo do melhor modelo ficou em 99,6, e a análise saiu de 81 mil transcrições de avaliação agrupadas em 14 arquétipos de estratégia.

A configuração declarada é recompensa pareada de referência com metade do treino de calibração, melhora ao longo de três épocas e transferência para os alvos ajustados do AuditBench, benchmark de auditoria publicado pela própria casa, dentro do scaffold do Claude Code. A escala das notas não está explicada na página, então os 4,7 pontos que separam o modelo pequeno do grande ficam sem régua. O comportamento escondido do alvo foi plantado no system prompt dele, que é o cenário mais fácil de achar, e o próprio texto declara os dois limites: auditor automático costuma produzir investigação irrealista, e sistema de auditoria em produção falha em grande medida contra alvo endurecido de propósito.

A própria Anthropic negocia publicamente quem a audita de fora. Ela deu a seis pessoas da METR acesso de funcionário e manteve a arquitetura dos modelos fora do alcance delas (veja o radar de 16/10), e o caso recente em que alguém de fora refez a conta foi o das sementes das curvas do NIST, reimplementadas em Go pelo criptógrafo Filippo Valsorda (veja o radar de 17/10). Aqui a avaliação do auditor é da Anthropic, o alvo é da Anthropic e o benchmark de transferência é da Anthropic.

MençõesO resto do dia

O que a comunidade discutiu

As falas de fórum vêm traduzidas do inglês.

A cota do Claude Code sumindo mais rápido, e a conta que o assinante refaz à mão

r/ClaudeAI

O fio aberto em 17 de outubro no r/ClaudeAI, que o bot do sub resumiu depois de passar de 200 comentários, junta assinantes dos planos Pro e Max relatando a cota do Claude Code encolher sem mudança de rotina. O autor do post, no Pro, diz ter gasto 30% da cota da semana em duas sessões.

/u/_AlphaZulu_, no Max 20x, dá a conta dele.

Sou usuário Max 20x e nunca passei de 60% de consumo. Estou em 66% desde esta manhã. O reset foi na quarta às 7h, o que quer dizer que em dois dias e meio eu já passei da metade do meu consumo???/u/_AlphaZulu_, no r/ClaudeAI

/u/No-Wrap-5949 descreve o efeito num prompt só: "Abri uma sessão nova na aba de chat, mandei um prompt e ele comeu 15% do meu limite de 5 horas. Um prompt simples. Sessão nova. Quinze por cento." /u/CYCLONOUS_69 publica a série da própria assinatura, com Opus 5.5 em esforço baixo e médio, 99% de acerto de cache e nenhum subagente: "Na primeira semana o uso valorado em API foi de US$ 420, na segunda semana US$ 310, e agora, fechando a terceira semana, tive o menor uso de todos." A hipótese que o fio mais repete é de /u/draconicpenguin10: "A impressão que eu tenho é que o consumo da assinatura é o custo em token a preço de API multiplicado por um fator de demanda que varia com a carga do sistema."

Tudo no fio é reconstrução de quem paga, sem log exportado nem medição instrumentada, e um dos relatos se compara com a própria memória de consumo. O contador da assinatura não é auditável por fora, e essa série vem desde 21 de setembro, quando um assinante relatou gastar 15% da cota semanal numa sessão (veja o radar de 21/09).

Assinantes do ChatGPT dizem que a cota drena mais rápido depois da atualização, e o fio não nomeia qual

r/OpenAI

No r/OpenAI, o fio de 17 de outubro pergunta como está o consumo de quem assina depois da atualização recente do produto, e abre dizendo que a reclamação circulava no X, e nenhuma das respostas nomeia qual mudança é essa.

Horas antes deste post meu consumo caiu de 89% para 0% em uma hora fazendo exatamente o mesmo trabalho que eu faço há quatro dias./u/Significant-Ad6970, no r/OpenAI

O mesmo assinante detalha num segundo comentário que "uma tarefa, um debug simples que teria custado 1% ou 2% do semanal, drenou 40%". /u/nicklasputzer conta a noite dele: "Usei um reset guardado e comecei uma tarefa no sol 6.1 durante a noite, e ela drenou até 0% em 6 horas no pro de 100 dólares." A comparação com o concorrente aparece em /u/lucellent: "Baixei o Claude no começo da semana e nossa, as pessoas não estavam brincando. Deixei trabalhando por DIAS e ainda não usei meu limite semanal."

Os números são de contas anônimas, sem log nem imagem do painel, o vídeo que um dos relatos cita não está no fio, e quem compara com o Claude escreve que não fez a conta. O contrato dessas assinaturas tem data marcada para mudar: a OpenAI criou o plano Pro de US$ 500 e marcou 29 de outubro para a cota de quem paga US$ 200 encolher (veja o radar de 30/09), e as reclamações do fio são de doze dias antes dessa data, com a ressalva de que os US$ 100 que um dos relatos dá ao plano Pro dele não batem com nenhum desses dois preços.

FONTES · Fio do r/OpenAI

Linus Torvalds chama de completamente estúpida a regra de declarar uso de IA no kernel

r/LocalLLaMA

Em mensagem de 13 de outubro na lista do kernel do Linux, Linus Torvalds escreveu, pela cobertura do The Next Web, "Você não vê o quanto regras desse tipo seriam COMPLETAMENTE ESTÚPIDAS?" sobre a exigência de declarar uso de IA em contribuição de código, e respondeu a quem queria manter a declaração com "não use compilador em nenhuma das suas submissões ao kernel". Sasha Levin propôs em 9 de outubro tirar da documentação a exigência da tag Assisted-by, que estava lá desde janeiro para quem usasse qualquer ferramenta avançada de programação, o Maintainers Summit chegou a consenso pela depreciação, e o fio que repercutiu isso no r/LocalLLaMA em 17 de outubro titula a fala como idiota, palavra que não está na citação.

/u/Qudit314159 põe o problema na revisão.

O problema é determinar quais contribuições têm qualidade suficiente. A IA facilita que quem programa por vibe afogue projeto de código aberto em pull request de baixa qualidade, e separar isso consome muito tempo./u/Qudit314159, no r/LocalLLaMA

/u/stopthecope aponta por que o topo do projeto não sente isso: "Os commits que ele recebe já vêm filtrados pelos mantenedores." /u/Crypt0Nihilist propõe a separação que o resto do fio adota: "São três níveis: quem usa IA para escrever código que saberia escrever, quem usa para escrever código acima da própria habilidade mas entende e testa, e quem usa sem saber quase nada."

A descrição do The Next Web é a fonte da mensagem na lista e do commit que alterou a documentação, e o fato é de 13 de outubro, com quatro dias até a repercussão no fórum. O projeto de código aberto que mais recebe contribuição de terceiro tirou a exigência no mesmo mês em que o Google fechou a categoria de falha de produto do programa de recompensa de código aberto dele, nomeando relatório gerado por IA na causa (veja o radar de 04/10).

FONTES · The Next Web